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O Maranhão é o Estado do Nordeste que menos perdeu postos formais de trabalho em maio e no acumulado 2020

A crise desencadeada pela pandemia do COVID-19 fez com que todo o Brasil perdesse postos de trabalho com carteira assinada nos últimos meses. No Maranhão, as medidas adotadas pelo Governo do Estado conseguiram diminuir os impactos sentidos pela sociedade, tanto que foi o Estado do Nordeste que menos perdeu postos de trabalho no mês de maio e no acumulado de 2020.

Os dados são do Novo CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), publicados pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia (SEPRT/ME), na última segunda-feira (29). A capital São Luís registrou o terceiro maior saldo positivo (+895 vagas) dentre todas as cidades brasileiras.

Segundo o Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC), autarquia vinculada à Secretaria de Estado de Programas Estratégicos (SEPE), que analisou os dados do Maranhão, em todo o Estado houve a abertura de 2,1 mil postos no grupamento “Serviços”, sobretudo nas atividades de “Saúde Humana e Serviços Sociais”. No entanto, outros quatro grupos de atividades econômicas registraram saldo negativo de empregos em maio de 2020, são eles: “Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas”, seguido pela “Indústria Geral”, “Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura” e “Construção”.

O secretário de Estado de Programas Estratégicos, Luis Fernando Silva, destacou que, apesar das dificuldades oriundas da crise do novo coronavírus, o Governo do Maranhão desenvolveu ações que contribuíram para a alta na contratação na categoria Serviços.

“A abertura de novos hospitais e leitos, tanto públicos quanto privados, proporcionou um aumento expressivo no número de contratações de mão de obra especializada para atuar na linha de frente no combate ao Covid-19. O Governo ainda abriu seletivo para contratação de profissionais de saúde, de forma emergencial e cadastro de reserva, e também realizou obras de reforma e ampliação na rede hospitalar de todo o Estado, demonstrando assim a importância das ações desenvolvidas pelo Governo Flávio Dino na área de saúde”, explicou Luis Fernando Silva.

Já o presidente do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC), Dionatan Carvalho, explicou que além das contratações na área de saúde humana e serviços sociais, o governo também utilizou serviços de outras categorias profissionais, a exemplo dos artesãos e guias de turismo.

“O Governo fez a compra de peças de artesãos e máscaras de costureiros da Ilha de São Luís e na Região Tocantina, fez a compra antecipada de diárias de hotéis e refeições a serem utilizadas por estudantes e para divulgação do Maranhão, além da contratação de guias para tour online, e de vouchers de mais de 130 manicures, cabeleireiros e barbeiros, entre outras iniciativas”, explicou Dionatan Carvalho.

Obras de ampliação de hospitais ajudaram a gerar vagas (Foto: Divulgação)

Obras de ampliação de hospitais ajudaram a gerar vagas (Foto: Divulgação)

Números

Segundo o Novo CAGED, nos meses de janeiro e fevereiro de 2020, o saldo de empregos formais havia sido positivo em 2.433 e 358 vínculos, respectivamente, ou seja, antes da crise o Maranhão vinha alcançando bons números na assinatura de carteiras. Em março, o saldo começou a ficar negativo, foram perdidos 953 vínculos e, em abril, houve uma queda ainda mais abrupta com 5.983 empregos perdidos. Em maio, conseguiu-se recuperar um pouco, mas ainda assim o estado perdeu 1.238 vínculos.

No acumulado do ano de 2020, os efeitos da crise sanitária provocada pelo COVID-19, nos meses de março, abril e maio, resultaram na perda acumulada de 5.383 vínculos, resultantes de 54.686 admissões e 60.069 desligamentos.

Já a taxa de variação do estoque de empregos formais no período de janeiro a maio, tomando-se por base o estoque de empregos em 1º de janeiro de 2020 (480.392 vínculos), foi de -1,12%. Assim, o estoque de empregos formais regidos pela CLT passou a ser de 475.009 vínculos no final de maio de 2020.

Ao todo, 76 municípios maranhenses apresentaram saldo positivo no acumulado de 2020. Os cinco melhores resultados foram apresentados pelas cidades de Campestre do Maranhão (+224), Codó (+202), Porto Franco (+138), Joselândia (+97) e Vila Nova dos Martírios (+90). Em contrapartida, 125 municípios registraram perda de vagas, entre eles, estão Imperatriz (-1,8 mil), Açailândia (-1,2 mil), Santa Inês (-308), Bacabal (-270) e Caxias (-224).

Brasil

No Brasil, houve saldo positivo no grupamento “Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura”, com mais de 16 mil postos de trabalho. Já nas áreas de “Serviços”, “Indústria Geral”, “Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas” e “Construção”, o saldo foi negativo.

No que se refere ao acumulado do ano de 2020, foi registrado saldo de -1,1 milhão de empregos formais, decorrente de 5.766.174 admissões e de 6.911.049 desligamentos. O Sudeste foi a região mais afetada, seguido do Nordeste, Região Sul, Centro-Oeste e Norte.

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