Fórum discute violência contra a mulher e formas de enfrentamento

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- Fórum de Enfrentamento à Violência contra a Mulher (Foto: Handson Chagas)
22/11/2022

A violência contra a mulher e as maneiras de combater e prevenir ocorrências deste tipo foram temas de debates durante o 2° Fórum de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, realizado nesta terça-feira (22), no Convento das Mercês, no Centro Histórico de São Luís. O evento, promovido pelo Governo do Estado, recebeu autoridades, representantes de instituições de apoio e de órgãos da justiça para discutir este e outros temas referentes. O fórum está integrado ao movimento “21 Dias de Ativismo e Combate à Violência Contra a Mulher”.

O evento teve como objetivo discutir e fortalecer as politicas públicas para o enfrentamento à violência contra a mulher em todos os ciclos da vida, ressaltou a secretária de Estado da Mulher (Semu), Célia Salazar.

“O combate a esta violência tem a ver com todas as políticas públicas e aqui, fazendo uma relação às ações de saúde, discutimos como este setor pode trabalhar na perspectiva de reduzir essa violência e potencializar os trabalhos para reduzir os impactos destes casos na vida dessa mulher. Temos a determinação do governador Carlos Brandão para que todos os órgãos, atuando em rede, pensem e analisem estratégias para melhorar esse serviço público, tanto na prevenção, quanto no atendimento para estas mulheres vítimas de violência”, explicou Célia Salazar.

A titular da Coordenadoria das Delegacias de Atendimento e Enfrentamento à Violência contra a Mulher (Codevim), delegada Kazumi Tanaka, pontuou a importância do momento de debates. “O Maranhão é um dos estados que mais se destaca no enfrentamento e no trabalho em rede para atender e acolher a mulher vítima de violência. Discussões como essas são importantíssimas para que os profissionais da saúde e a sociedade possam se ver como parte integrante das ações de superação dessa violência a que as mulheres estão submetidas e, assim, possamos alcançar todas as maranhenses que precisem de ajuda. A saúde, assim como a segurança, tem papel de destaque nesse enfrentamento”, ressaltou.

Segundo dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP), de janeiro a novembro deste ano, foram registrados 64 casos de feminicídios no Maranhão, todos com definição de autores e as devidas medidas aplicadas. Em apoio à mulher vítima, o Governo do Estado possui um amplo sistema de acolhimento que inclui a Casa da Mulher Brasileira, no bairro Jaracaty, em São Luís; as Delegacias Especializadas da Mulher, em diversos municípios; o aplicativo Salve Maria; e a Patrulha Maria da Penha, dentre outros organismos de cidadania e justiça.

“É um momento necessário para debatermos estas situações e, também, destacar o papel da Patrulha Maria da Penha, que está em fase de expansão. Iniciamos na Região Metropolitana essa expansão e tivemos um grande número de atendimentos, com mais de 20 mil mulheres. Infelizmente, os casos no interior ainda são muito grandes e houve o entendimento da Secretaria de Estado de Segurança Pública para ampliar essa ferramenta de combate à violência contra mulher. A proteção à vida inclui as ações de policiamento e, também, de resguardo à vida da mulher e ao seu direito a viver em paz”, ressaltou a coordenadora estadual da Patrulha Maria da Penha, tenente-coronel Edhyelem Santos.

A Patrulha Maria da Penha integra a Polícia Militar do Maranhão e, este ano, soma cerca de 40 mil mulheres atendidas. O serviço está em expansão para garantir o direito de atendimento e acolhimento às mulheres vítimas de violência no estado. O Maranhão conta, atualmente, com 14 destes grupamentos.